20070909

SAUDADE
Marillena Salete Ribeiro
Saudade é uma dor sussurrada
Meu amor se foi, ficou saudade
E uma dor ardida n'alma parada
Onde fores eu vou, no pensamento
Este é o meu único juramento
E viverei nessa dor, saudade
Saudade que faz minh'alma desfalecer
Numa palavra, por ora, soletrada
Estou sem anoitecer e sem amanhecer
Pousei num lugar qualquer, acabada
Quem sabe é o fim da minha estrada
Meu ser é um farrapo, trapo
Haverá para esse amor absolvição?!
Para minh'alma a salvação?
Esse amor ainda não passou
Quisera vê-lo só mais uma vez, aparição
Todo meu ser nessa dor atrofiou
Sair do passado, recomeçar, sem solidão
Seria justo, sem dor e sem lamentação
Saudade, é a dor do amor que não está
É ver sofrendo, o sentimento ruir
E não poder mais os sonhos esculpir
Estou sentindo tanta saudade
Não posso ficar e nem correr
Estou dentro dessa enfermidade
Desse mundo, quero desaparecer
Onde estiverem seus passos quero ir
Preciso ainda te seguir
Quem sabe um dia, morra essa saudade
E para mim retorne, se não você
Quem sabe a serenidade
Podes ir meu amor!
Até a saudade não passar
Fico eu, com a minha dor!
Guarulhos - São Paulo
10/6/2000
Este texto encontra-se protegido pela Lei Brasileira nº. 9.610,de 1998, por leis e tratados internacionais. Direitos autorais

Um comentário:

Sanches Figueiredo disse...

Marillena, obrigado pela visita ao meu blog e pelo comentário. A cada visita na bela cidade de Videira, escrevo o que meu coração me diz.

Ah! lendo seu poema, lhe digo que saudade é o amor que fica. Sugiro que leia o meu poema soneto da saudade, escrito no ônibus que me levava de volta de Videira para o RJ.