Velando o sono do mundo
Marillena Salete Ribeiro
Videira/SC2002
Agora, é noite, o mundo dorme
E eu, como quem vela o sono do mundo
Fico na sacada olhando a noite
São luzes, estrelas, lua, sombras
Mariposas, corujas, morcegosvaga-lumes, boemios...
De olhos abertos meus sonhos
Encaminham-se para o mundo
Sou eu, sentinela...agora!
Se pudesse, com minhas mãos
Tocar o coração de todos os seres
Poderia ser fada neste instante
E a mágica seria, a paz entre os povos
Pudesse eu penetrar nos sonhos
De cada componente do mundo
Falaria sorrindo de amor,
fraternidadede ecologia,
de vida e orações
Certamente o amanhecer, o sol
Seria mais radiante,
nenhuma dornenhum desamor,
nem dissabor
Proclamaria independência aos triste
Libertaria corações de torturas, lamentos
Comércio, somente no troca-troca
Dar-se-ia um abraço, um sorriso receberia
Aliviaria dores do doentes, seria analgésico!
Velando o sono do mundo, sonho acordada
Com crianças longe de drogas, orfanatos
Maus tratos, lares destruídos
Idosos amados e respeitados
Longe de tristes e assombrosos asilos
Para homens, mais sensibilidade e ternura
Para mulheres igualdade e amores
Como somente elas sabem amar
Para os trabalhadores salários dignos
Para os políticos dignidade e honestidade
Para todos de forma geral, um
DeusSeja lá como for, que creia em seu Deus
E nao espere milagres faça acontecer
A vida é um milagre passageiro!
Velando o sono do mundo...acordei!
Fecho lentamente a porta...afasto-me
Dirijo-me para o quarto,
Meus pensamentos ainda pertencem ao mundo...
agora, deito-me, puxo o lençol
Acomodo a cabeça no travesseiromeus olhos estão se fechando,
e adormecerei pensando
Estive velando o sono do mundo até agora
quem, sim, quem velará meu sono e
quem ficará de plantão,
velando o sono do mundo?!
Videira/Santa Catarina
Este texto encontra-se protegidos pela Lei Brasileira nº 9.610, de 1998, por leis e tratados internacionais.
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