20070909

TATEANDO
Marillena Salete Ribeiro
Videira/SC 2002
Ando tateando as paredes
Deslizando as mãos sobre a vida
Tocando com as pontas dos dedos
minha cegueira é a falta desse amor
Tropeço em tudo, tropeço na vida
Tropeço na dor, tropeço na solidão
Não o enxergo, não o vejo
Assim, a vida fica sem sentido
As cores não tem matizes
O sol perdeu o brilho
A lua esconde-se mesmo quando cheia
Embriagava-me quando ouvia"EU TE AMO"
Penso, nada foi sincero
Fico prostrada, Procuro esquecer-te
Repito a mim que tenho orgulho
E quando penso que está aliviando
novamente, chegas mansinho
com andar felino
Recaída, fico perdida
Permito este amor me dominar,
Mexer com minha sensibilidade
Cego mais uma vez quando
Voltas rondar meus sonhos
Como alpinista escala meu coração
e novamente perco o rumo de tudo
E mais uma vez se vai
Fico sem saber do olhar
Esqueces que preciso deste amor
Ignoras minhas lágrimas
Pisando em meus sonhos
Desaparecendo como fumaça no ar
e tateando a vida fico mais uma vez!
Este texto encontra-se protegidos pela Lei Brasileira nº 9.610, de 1998, por leis e tratados internacionais.

Nenhum comentário: