20070909

Sim, sou gordinha e daí?
Marillena Salete Ribeiro
Videira/Sc
2002
(...preconceito)
Que triste é sentir na pele, preconceito
Uma dor que fere e machuca o peito
Seja negro, pobre, deficiente, gordo
Nada no mundo, justifica o preconceito
Sim, sou gordinha e daí?
As curvas são delineadas, estrada
O sorriso é doce e terno. liberdade
Carregando no olhar a ternura, suavidade
Adoro chocolate, um orgasmo verdadeiro
Melhor que estar em braços traiçoeiros
Não creio em valor frio, sórdido e rançoso
Creio no amor superando tudo, esperançoso
Sim, sou gordinha e daí?
Tenho um pouco de anjo, o voar livremente
Das bruxas, herdei o feitiço, encantamento
Da mulher, a delicadeza, a feminilidade
Da canção, um coração ditando a poesia
Da música todas as notas, multiformidade
Sim, sou gordinha e daí?
Eu, sou todos os sons que a vida interpreta
Eu, sou a harmonia da sinfonia que encanta
Eu, sou a força do viver edificando tudo
Eu, creio em mim e meus valores, contudo
Não creio na sensibilidade do preconceito
Sim, eu sou gordinha e daí?
Meu espelho não mente, não me engana
Vejo refletir meu corpo e sinto minh'alma
São tantos rumores, falsos pudores
Corações de cera fria, perseguidores
Vou juntando os cacos, pondo no lixo
Não entro em conflitos, sou a paz
Sou eu amando, chorando e sorrindo
Pela vida afora, segura vou andando
Sim, sou gordinha e daí?
Sou menina, mulher, mãe, avó
Sou amiga, vizinha, tia...
Sou feirante, florista ou vadia
Sou o que eu quiser
Mas por ora simplesmente
Eu sou mulher
Este texto encontra-se protegidos pela Lei Brasileira nº 9.610, de 1998, por leis e tratados internacionais..

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