20070909

ROSAS DE PLÁSTICO
Marillena Salete Ribeiro
Videira/SC
2002
Um homem na varanda, sentado
Cuidadosamente observa a natureza
Pensamentos passeiam, vagueiam
Sua infância vem á tona
Lembra-se das árvores que existiam
Recorda da natureza, intacta
Brincadeiras com bichos...pensa em traduzir hoje
O que é ecologia
O rio era limpo, cristalino
Havia peixe em água límpida,
Pura e transparente
Pensa, agora é o lixo
Quem cuida do rio é o desleixo
Em sua memória, com imagens paradas
Fragmentos de saudades
Busca capturar velhos tempos
Imagens do verde e flores silvestres
Vagueia em lembranças
Saudoso, suspira fundo
Mil idéias vem á cabeça
De como fazer para salvar
o que resta da natureza
onde havia vida e pureza
Da varanda, o homem olha em volta
Tenta sorrir...não consegue
Não vê mais a casa da infância
Com jardins e muito verde
Os olhos ficam embaçados...amanhã restará árvores?
Como respirar daqui alguns anos?
A varanda é a vida do homem
Cercado de barras de aço e cimento
O homem levanta-se e vai regar
No jardim suas rosas
Mas, suas rosas são de plástico
(Este texto encontra-se protegidos pela Lei Brasileira nº. 9.610, de 1998, por leis e tratados internacionais.)

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