20070909

SENTIR
Marillena Salete Ribeiro
Guarulhos -SP
1998
Ah! Que espera ardida
E uma dor no peito contida
Num sentir doente e perdido
Nada ameno e ferido
Posso sentir tudo
Sentir um abandono agudo
De um amor corroído
Viver num mundo obscuro
Com medo de tudo, ate do escuro
Posso desintegrar totalmente
Mas não posso deixar de esperar
Assim tão facilmente
Tenho o direito de ainda sonhar
Como do peito o sentimento extirpar?
Sem ficar nenhuma escoriação
E sair rindo sem lamentação
Posso sentir tudo, tudo mesmo
Só não posso agora, morrer
Nem ao menos posso correr
Enquanto a espera, aqui persistir
Este texto encontra-se protegido pela Lei Brasileira nº. 9.610,de 1998, por leis e tratados internacionais. Direitos autorais

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