20070909

SOZINHA CHOREI
Marillena Salete Ribeiro
Fim de tarde, retornei
Para o meu lar voltei
Ao entrar senti no ar
Tudo vazio, nada ficou no lugar
Não havia nem sapatos, nem meias
Nem camisas, nem nada mais
No chão, sentei sozinha e chorei
Nenhum bilhete, nem um recado
Nenhuma bronca, nem um adeus
Engasguei no pranto e alto chorei
Solucei e em lágrimas despedacei
Agora ficou um silêncio assombroso
Eu, convivendo comigo mesma
Mergulhada nas lembranças
De todos os momentos, horas
E interrego a mim como carrasco
Onde foi que novamente eu errei?
Onde foi que me perdi, pequei?
A estrada está á minha frente
Seguir é preciso, ir avante
Mas há aridez no meu coração
E como o artesão, terei que
com as mãos remodelar a vida
Do zero partir, recomeçarda pedra bruta, arte fazer
E o que me dói, ninguém...
Ninguém me viu hoje,
nem saber se estou bem
Se chorei, se sofri...
Sozinha a dor enfrentei
Na marra a vida encarei
Soluços se perderam no espaço
Vencendo a mim e o cansaço
Agora, aqui, o silêncio é companheiro
Os versos sem rimas me seguem
Palavras perdidas no ar se perdem
Ficando eu e meus versos tristes
Num lamento ferido e doloroso
Me despeço em pensamento
E nesta lágrima magoada,simplesmente te digo...
Adeus!
Marillena Salete Ribeiro
Videira - SC
em:19/4/2007

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