20130318


Nas minhas andanças - NORAS X SOGRAS


Em 1996 quando comecei escrever o meu diário, nele deposito histórias de minhas andanças, meeu quotidiano, e o ocorre pela vida até então vivida.
Afirmo segura que aprendi tanto, seja na alegria e muito mais na tristeza e desilusões, frustrações, medos e tudo mais envolve a vida d'uma mulher sonhadora.
Sabendo da minha historia, da historia de muitas mulheres sei da importância, e o quanto é bom ter um dia especial dedicado para todas as mulheres. Dia 8 de março é o dia Internacional da Mulher. Uma homenagem justa para todas as mulheres que venceram seus medos, suas crises, a idade e o sofrimento.
Poderia novamente falar de minhas dores, do quanto sofri, de como superei tudo depois de ter caído e quase sem forças levantei e segui minha vida sonhando e realizando. E anos após anos foram tombos feios, foram traições, foram tantas coisas que me feriram, mas não sou a unica mulher que sofre no mundo. Tem histórias de mulheres que ate Deus duvida. Tem as que os seus companheiros batem, ferem e matam. Fui casada 20 anos, divorciei, mas sem agressões. Segundo relacionamento, ô mão bichada a minha, fui vítima de violência, levei chutes enquanto dormia, e escondia de todos, era vergonhoso eu  ter errado mais uma vez na minha escolha, sofri calada sete anos. Mas um dia tem de chutar a barraca e dar um basta. Mas não é o motivo do assunto hoje, aqui no meu diário.
Dia de faxina hoje, a lancheria está fechada, mas sempre tem um fornecedor,  enquanto esfregava o banheiro, sempre cuido da minha casa nos intervalos do meu trabalho (pois há sempre um fornecedor, há compras, há clientes e não descuido do meu botequinho), estava pensando em nós mulheres. Somos filhas, irmãs, sogras, noras, netas, amigas e principalmente mães...de tudo que considero importante, ser mãe é o mais difícil de ser levando de maneira suave e sem lágrimas, principalmente quando nossos bebezinhos torna-se adultos, homens e mulheres.
Eu, minha irmã, e irmão sofremos preconceito por ter nascido numa terra colonizada por italianos, e não ter sobrenome Mezzenga e nem Berdinazzi (novela),  foi duro na escola o preconceito, na igreja, ser Ribeiro aqui é ser sub-raça, tamanha rejeição quanto ao sobrenome.
Lembro minha mãe não sorriu sendo sogra, lamento afirmar isso, mas é real. Unico filho homem.
O que me dói e ao mesmo tempo me conforta que todas as pessoas preconceituosa paga em vida. O desrespeito vem em forma de dor, leve o tempo que levar, brotará uma lágrima de dor.
Eu não tive sogra, não sei como é. Quando entrei na igreja pra me casar com Nelso, sua mãe ja era falecida. Meu sogro e meu pai foram os dois homens mais honrados que já cruzaram meu destino.
Enquanto esfregava o banheiro, meus pensamentos vagavam sobre o relacionamento noras e sogras. Por Deus, nunca vou entender como pode ser tão difícil essa relação.
Será que somos severas demais?
Será que passaremos a vida toda protegendo nossas crias de unhas e dentes, mesmo quando nao mais estão sob nossas asas?
Que me perdoe minha nora, nao é julgamento e sim uma constatação de realidade, onde me pego discordando e dando razão para meu filho sobre algumas de suas atitudes. Em outros momentos discordo do meu filho e dou razão a ela, assim é a vida.
Mas o tempo passa e as sogras morrem, e a noras torna-se sogras...e o ciclo vicioso de noras odiarem suas sogra segue e sem razão, porque tudo que ambas querem é respeito.
A casa da minha nora é casa dela, não minha. Ela cuida do jeito que ela achar melhor e gostar. A minha casa é meu espaço e tenho ele do meu jeito. Eu respeito minha nora enquanto ela fizer uso do respeito para comigo, contrario também sei me defender. Mas eu não dou palpites, eu não me meto na vida deles e nem de ninguem.
Claro que tem coisas que não acho legal nas atitudes da minha nora, jovem ainda, muito aprender. Mas por outro lado ela também não gosta de coisas em mim. Somos diferentes, por isso ocorre algumas incompatibilidades, mas onde há respeito e tolerância, há amor e convívio descente.
Não sou sogra de dar palpites, opinar. Prezo pelo respeito.
Mas há sempre um lamento d'uma mãe. Eu vi noras ganhar tudo da sogra, entrar na casa da sogra feito mendiga, e depois chamar a sua sogra de " a véia ". Triste, muito triste a falta de respeito.
Quer ver uma mãe morrer de dor e tristeza é ver seu filho sofrer nas mãos de sua nora. Não poder fazer nada, apenas assistir.
Na condição de mãe somos leoas, feras mesmo. Zelamos pela saúde dele, vigiamos tudo  a sua volta para saber se está tudo bem... e quando eles alçam voô e se vão, ficamos espiando pelas frestinhas da vida e lagrimas dependuradas nos cantos dos olhos.
A bem da verdade é difícil, doloroso aceitar a idéia que na condição de mãe, temos que entregar os filhos para meninas que irão aprender  ser donas de casa, mulheres de verdade e ainda carregam em si toda futilidade d'uma vidinha ainda adolescente. Por outro lado há moças que ja nasceram adultas, sábias, são donas de si, competentes... mas não somos nós, mães que iremos escolher. A escolha é meramente dos filhos, e nós devemos ficar na posição de mãe, avó e amiga sempre.
Minha sogra é uma megera, nossa! Como eu ouvi isso. Será que se essa moça fizesse um exercício de tolerância ela também deixaria de ser megera?
Hoje, as mulheres estão cedo no mercado de trabalho. As tarefas de casa tem obrigatóriamente de ser dividida entre o casal, nem tudo pra ela e nem tudo pra ele, dividir pra poder somar e multiplicar.
É muito difícil entender o universo de noras x sogras. São rarissimas as sogras satisfeitas com suas noras. Bem como raramente vejo uma nora que aceite sua sogra como amiga e maezona.
Há uma disputa desleal de ambas as partes. Mas quem leva vantagem é a nora, perdão, mas é realidade. Elas têm o poder do convencimento tirando a calcinha e as mães somente o amor
Muitas mãe fazem um esforço sobre-humano, para tolerar e assim ver seu filho pelo menos uma vez por mes. Era somente haver respeito, tolerância e amizade.
Não sei quem está errado nesse caso, se as mães que desejam tudo de bom para seus filho ou se as noras com seu amor de mulher para com um homem.
Marina, minha nora, somente ela, porque tenho filho unico, não é indireta e muito menos direta pra ela. Semana passada vi uma mãe com a pressão arterial em 19x15, causa, a nora. Ela foi parar no pronto socorro, tamanha falta de respeito da nora que cuspiu na face dela.
 Eu sei de mim, e o que há de se dizer do destino...
Nas minhas andanças sempre encontro sogras tristes e infelizes com o destino e as escolhas de seus filhos,  e não se pode fazer nada, a não ser rezar e pedir a Deus que cuide deles...
Não tenho lembrança d'uma nora que falasse bem de sua sogra, e os adjetivos sao absurdos e sem respeito para com uma mãe. Mãe, uma senhora, a mãe do marido. Claro que há sogras que invadem a vida de seus filhos e não respeitam a casa de sua nora, fazem da casa da nora a extensão da sua...mas na grande maioria são as noras que não direcionam o respeito para com a mãe de seu marido.
De tudo, o que fica sempre é uma saudade, sim, saudade dos netos. O casal briga e avós padecem de saudade, eles são afastados das sogras-avós como se tivessem uma doença contagiosa.
E por falar em mulher, no dia internacional da mulher seria ótimo que as mulheres pudessem d'alguma forma tornarem-se seres especiais, uma para a outra. Pois somente pode existir respeito entre noras e sogras, onde cada uma entendesse que são duas mulheres amando um único homem, mas que são formas diferentes de amor. Um amor é eterno, para sempre o amor de mãe, e o amor entre um homem e uma mulher pode ser passageiro...sim, passageiro e nem ficar laços afetivos, não ficar nada desse amor.
Que a palavra respeito seja a regra da boa convivência todos os dias na vida dessas mulheres, e digo isso, pois, sou nora e sou sogra.
Amo perdidamente meu filho e o que me conforta viver sozinha, é quando ele não tem mais espaço, quando seu mundo fica muito estreito, ele vem pedir colo para mim, chora, lamenta, come e sai alviado, cheio de ideias... eu sou a sua mãe. Bem como todos os filhos são assim, sejam filhos de sogras ou filhos de noras, eles sempre voltam para onde sabem que o amor é para sempre. Mesmo estando seguros na relação no momento. Cada nora mãe de filho homem, um dia irá falar sobre esse meu escrito e me dar razão.
Meu coração fica apertado quando nãaao vejo meu filho, nem que seja de longe, sinto essa necessidade de pousar meus olhos sobre ele e saber que está bem... Preciso ver o sorriso dos meus netinhos, e um dia da minha netinha. Eles me renovam, devolvem-me a esperança.
È injusto para com as sogras que afastem os netos. Correto é jamais falar mal das avós diante deles, ou seja correto é nao falar mal de ninguém. 
Sei bem que toda mãe gostaria de poder escolher sua nora. Voce que é nora e tem filho menino vai entender lá na frente, no futuro não tão distante assim. Mas o que vale mesmo é o respeito!
Sempre digo, amo perdidamente meu filho, mas nem por isso permitirei que nora minha me ofenda, e não tenha respeito para comigo, eu a respeito e espero a mesma postura. Se um dia ela me ferir profundamente, a tal ponto de eu não a perdoa, ambas temos a perder, porque eu deixarei de aprender com ela e ela comigo. Sendo, é melhor cuidar desse amor que vem d'uma mãe, que resolveu amar sua nora como filha sem te-la parido... aproveite, esse amor é gratis e faz um bem danado.
Estou aqui torcendo que aquela senhora-mãe-sogra tenha saido do hospital bem, sem mais aquele choro frouxo e profudamente triste. Que Deus a tenha em sua mão, protegendo-a.
Então, no meu diário, hoje, nas minhas andanças deixo registrado meu lamento para com essas relações bizarras, triste e amargas.
Quiçá um dia noras e sogras se amem como mães e filhas, mas até então gostaria que ficasse algo tão simples e fácil de ser cultivado que é o "respeito" e a tolerância.
Assim, como nora e como sogra registro que comemorar o dia internacional da mulher é algo lindo e há se brotar no coração de cada mulher um novo amor, um sorriso e nada de sofrimentos.
Feliz dia Internacional da Mulher para mulheres sábias, inteligente e doces, que são noras e sogras que superaram a barreira e curtem  o amor sem medo de ser feliz e com todas as diferenças.
do planeta terra

Com carinho
Marillena Salete Ribeiro

Este texto encontra-se protegido pela Lei Brasileira nº 9.610,de 1998, por leis e tratados internacionais. Direitos autorais

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