20130429



Debruçada na janela da vida


Debruçada na janela da vida
Observo o mundo, desajeitada
Faço mera poesia, ventania
Em verso conto uma vida, vadia

Sou frágil criatura, apenas mulher
Sou a emoção que se fez canção
Sou a cinza do passado, recordação
Sou larva, borboleta em formação

Vezes sou arco-íris, desbotado
Macerando um sonho dourado
Sou a profundeza do mar, medo
Apenas grão de areia no mundo

Solta, livre e leve...
Misteriosa, incrédula, sonhadora
Do amor sou mera portadora
Da vida quero ser a pecadora

Santa, depravada ou  puritana
Sou menina-mulher de toda idade
Naturalmente e sem complexidade

Mantenedora d'um amor sem possibilidade


Marillena S. Ribeiro
Videira/SC

Este texto encontra-se protegidos pela Lei Brasileira nº. 9.610, de 1998, por leis e tratados internacionais.


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